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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Precisamos de ajuda para pagar a conta da Carmela

É com muita tristeza que contamos aos amigos que a pequena Carmela nos deixou no último dia 20.
Ela estava há 15 dias internada na clinica veterinária Zoomed, onde se recuperava do estado de desnutrição em que se encontrava no dia em que foi resgatada da rua.
Estávamos divulgando a Carmelinha para a adoção pois já sabíamos que logo, logo ela teria alta da clínica.
No dia 18 de junho, fomos surpreendidas com uma ligação da veterinária responsável pela pequena, dizendo que ela havia convulsionado duas vezes durante o dia, que estava sendo medicada, mas a veterinária acreditava que a cinomose estaria se manifestando naquele frágil corpinho.
A partir do segundo dia da primeira manifestação dessa maldita doença, Carmela passou a ter constantes alucinações e desse momento em diante, foi mantida completamente sedada.
Em menos de 48 horas foi arrancada de nós toda a esperança de recuperação e de cura para a nossa Carmelinha. A veterinária afirmou que não havia o que fazer, pois a Carmela já estava com o sistema neurológico totalmente comprometido e, na sequência, a doença se manifestaria nos demais sistemas.
Lutamos muito contra a decisão de autorizar a eutanásia, mas já não havia mais chance alguma de volta. Tivemos que optar por deixá-la descansar de tudo, da dor, da ansiedade, das alucinações...
Nós a deixamos dormir, permitindo que ela se libertasse daquela doença, essa mesma peste que não tem poupado muitos dos animais que inutilmente temos socorrido.
Carmela se foi, partiu sem tempo para viver naquela família que sonhamos para ela.
Chegamos tarde para isso. Já chorei, sofri, e mais uma vez desabafei com Deus. Agora, nos resta apenas mais uma dívida em uma clinica veterinária.
Não há argumentos ou razões novas para mais esse pedido de ajuda. São os mesmos motivos de sempre. 
Precisamos quitar mais essas despesas.
Sabemos que vocês já conhecem nossos pedidos de socorro.
Então, finalizamos aqui mais uma triste história de vida de um animalzinho e de duas pessoas que lutam diariamente na tentativa de amenizar o sofrimento de dezenas de animais, e que sonharam ser possível salvar a Carmela.
Agradecemos de coração aqueles amigos que de alguma forma nos estenderão a mão.

Seguem abaixo as despesas discriminadas de mais esse caso.

Consulta: 40,00
Teste de detecção do vírus: 97,00
Taxa de fluidoterapia: 30,00
Solução glicose: 10,00
Eutanásia: 100,00
Brazcão: 60,00
Medicação: 112,05
Isolamento: 80,00
Diárias: 200,00
Total: 729,05

Aqueles que podem e desejam ajudar, criamos uma vaquinha online para ajudas através do cartão de crédito.
Segue o link da vaquinha: http://vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=204210
Dá para ajudar, também, através de depósitos bancários (mediante aviso por email para viladospeludos@yahoo.com.br).

BANRISUL
Agência 0060
C/C 3507430305
Daniela Pedroso

BRADESCO
Agência 0268
C/C 0537873-7
Elisete M. R. Brettin
CPF: 60906200091




domingo, 19 de maio de 2013

Quincas precisa de ajuda e futura adoção! - LUTO

Queremos apresentar a vocês nosso novo afilhado chamado QUINCAS.
Na quinta-feira, dia 16, fomos até a Vila Areia para ver como estavam os 9 filhotes para os quais pedimos ajuda.
Chegando lá, passamos em outra reciclagem e acabamos encontrando o Quincas.
As reciclagens da Vila Areia são terrenos enormes, cobertos de lixo. É tanto lixo que para chegar lá é necessário caminhar por cima do lixo. Nesses locais vivem algumas pessoas muito pobres. Além de pobres, essas pessoas não estão importadas com os animais, afirmam que não possuem nada para eles, sequer para os animais. Algumas pessoas aceitam a nossa ajuda, mas outros infelizmente são muito ignorantes e grosseiros. Não estão dispostos a conversar conosco e entender nosso trabalho.

Nessas reciclagens vivem muitos animais, que não tem onde dormir e se alimentam de lixo e comida doada por alguns restaurantes, essas comidas muitas vezes estão estragadas e às vezes, no meio da comida há lixo, o que faz com o que os animais adoeçam.
Além disso, eles não recebem água e não tem onde se abrigar, isto é, em regra vivem doentinhos, morrendo de fome, frio e sede.
Agora imaginem um filhotinho minúsculo doente no meio dos cães maiores... 

Quincas estava lá, muito prostradinho no meio do lixo que fica nessa reciclagem. 
Nós o resgatamos e começamos a medicá-lo em casa com vitaminas, remédios para anemia, antibiótico, vermífugo. 
No sábado à tarde, levamos o Quincas para a casa da Mariane, que vai abrigar o Quincas enquanto ele não consegue um lar adotivo definitivo.
Só que infelizmente em dois dias de tratamento Quincas não apresentou melhora e por isso ontem à noite foi internado na Clínica Terra de Gaya.
Os veterinários disseram que Quincas estava muito anêmico e desidratado e com a glicemia muito baixa.
Ele foi colocado no soro e hoje à tarde já estava reagindo ao tratamento.
Esperamos que logo ele fique bem.
Quando sair da clínica, Quincas continuará o tratamento na casa da amiga Mariane Farias, que infelizmente não pode adotá-lo.
Então, desde já queremos buscar uma família para ele.
Quincas tem entre três e quatro meses, é um lindo filhote machinho que deverá ter porte médio quando crescer.
Logo será um filhote brincalhão e ativo e estará prontinho para adoção!
Acreditamos que ele será de porte médio. 
Também gostaríamos de pedir ajuda para pagar a continha do Quincas na clínica. Cada diária na clínica custa R$ 20,00 e, além do Quincas, estamos com váários casos de animais internados, em casas de passagem pagas e outros tantos que continuam precisando de ajuda.
Se alguém puder ajudar, por favor, entre em contato conosco.
Aos interessados em adotar, ajudar ou conhecer o pequeno Quincas, por favor, façam contato conosco através do email viladospeludos@yahoo.com.br ou telefone 51 98267736 com Elisete


Quincas na reciclagem

Quincas na reciclagem



Quincas e amiga Hilda

Quincas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Adeus à Dona Lídia

Na madrugada de domingo, dia 22 de janeiro de 2012, às 4h30min, a querida D. Lídia nos deixou. 
Minha irmã Nany, que conheceu a D. Lídia no final de 2008, se tornou uma grande amiga dessa senhora, esteve junto com ela durante toda sua luta e estava presente no quarto do Hospital Santa Rita, quando aquele imenso e bondoso coração cessou de pulsar. 
Nossa amiga já estava há dois dias dormindo, em virtude das altas dosagens de Morfina que nela estavam sendo administradas, e segundo a médica que estava de plantão naquela madrugada, D. Lídia estava morrendo. Para o óbito ocorrer, era uma questão de horas. 
Esse momento tão triste chegou. A Nany segurava a sua mão, molhava seus lábios, sussurrava palavras de esperança e conforto em seus ouvidos, quando D. Lídia suspirou mais fundo e o fim, já esperado, aconteceu. 
É muito difícil falarmos sobre a morte, a separação, mas nesse instante, torna-se ainda mais difícil falarmos sobre a D. Lídia. Uma pessoa humilde, forte, de caráter incomparável, grande lutadora, corajosa, querida e entre tantos adjetivos, uma protetora de animais. Uma guerreira, que até pouco tempo antes de dar baixa no hospital de onde ela não retornaria mais, fazia um grande esforço para cozinhar, e dentro de suas limitações físicas, descer as escadas de sua casa para alimentar muitos dos animais que viviam nos arredores e que ainda cruzam famintos dia após dia a rua onde ela morava.
Eu e a Dani fomos visitá-la no hospital, ela perguntava sobre o Lindinho e o Gurizão, os dois cães de rua que ela cuidava e que, para que continuassem vivos e protegidos, tiveram de ser colocados em uma casa de passagem que D. Lídia, com sua pequena aposentadoria, pagava religiosamente. 

Agora seu esposo é quem cuida dos animais, e segundo ele, no dia em que nossa querida amiga partiu, seus bichinhos estavam muito agitados, latiam e corriam de um lado para o outro, pressentindo a grande perda que é a perda de uma mãe. 
Nós, que a conhecíamos há tão pouco tempo, sofremos sua perda, pois aprendemos a admirá-la e amá-la por tudo aquilo que ela era. D. Lídia não era mais nem menos, melhor ou pior do que demonstrava ser, ela era exatamente aquilo que sempre mostrou e provou ser com suas atitudes, maneira de pensar e agir. 
Uma pessoa muito especial, um exemplo de amizade, perseverança, esperança e fé a ser seguido e lembrado por todos aqueles que tiveram a honra e felicidade de conhecê-la. 
D. Lídia contou para a minha irmã que com ela aprendeu a ter fé. Então, depois de ter passado por tantas perdas e decepções em sua jornada de vida e, nos últimos tempos, ter de lutar contra um câncer que já havia tomado conta de seu frágil corpo, agora sentia-se mais forte para enfrentar períodos tão difíceis com o tratamento ao qual estava sendo submetida. 
Ela sabia que a hora de dormir para não mais acordar se aproximava, e há poucos dias atrás, comentou com a Nany que estava demorando para esse momento chegar. Minha irmã dizia a ela para que não se preocupasse com isso, que tinha que pensar em ficar forte o suficiente para voltar para casa, dizia a ela que Deus é quem sabia de tudo e que é Ele quem determina o final de nossas vidas. 
Quando perguntávamos se ela estava sofrendo, D. Lídia dizia “Não, nem um pouquinho”, essas eram suas palavras. D. Lídia aprendeu a olhar, confiar e esperar em Deus e Ele determinou que o tempo havia chegado e disse: “Chega Lídia, agora é o momento de descansares em paz!”. 
Sentimos muito não termos realizado seu único desejo a tempo de ela saber: ver os seus dois afilhados, Lindinho e Gurizão,  adotados, vivendo juntos e felizes em uma família, aquela família que os amará e os respeitará para sempre. Mas prometemos à D. Lídia que faremos tudo o que for possível para que esse sonho maravilhoso torne-se realidade, e sabemos que ainda existe um pouco de tempo para lutarmos por esse pedido de nossa amiga. Escrevo que ainda existe um pouco de tempo, porque nem eles, os cães, nem nós, viveremos para sempre. 
Por isso pedimos que nos ajudem a realizar esse desejo, divulguem esses peludos para adoção, compartilhem essa história com seus amigos e colegas, contribuam para que esse sonhe se torne realidade.
D. Lídia não tinha filhos, na verdade seus filhos eram seus animais, nove ao todo, quatro cães e cinco gatos. 
Logo ela brilhará ao lado de Deus, em um lugar perfeito onde não haverá mais doenças, nem dor, sofrimentos e perdas, e onde o amor e a paz reinarão absolutamente para sempre. 
Ela nos deixa muitas saudades, e a firme convicção que daqui, dessa vida, nada levaremos no dia em que partirmos. Será uma viagem em que não poderemos levar malas, bens ou riquezas. Então, faça aquilo que tiver que ser feito enquanto há vida. Ame, perdoe, estenda a mão a quem precisar, e se quem precisar da sua mão, do seu socorro, for um animal, socorra-o, e não se envergonhe disso, pois a grande tristeza e vergonha será no momento em que tivermos que colher tudo aquilo que plantamos. Que possamos lembrar disso todos os dias! 
Muito obrigada a todos vocês que repassaram esse caso, e principalmente à Nany e ao meu cunhado Gilberto que acompanharam diariamente a D. Lídia em seus últimos meses de vida, estiveram presentes em todos os momentos possíveis no final de vida dessa amada amiga, auxiliando-a em todas as suas necessidades e dificuldades, sendo verdadeiros amigos, e por que não dizer filhos, pois a própria D. Lídia disse antes de morrer “Quantas pessoas são abandonadas por seus filhos no momento em que mais precisam? Deus realmente deve me amar muito, pois quando eu mais precisei, me deu os filhos que eu nunca tive e que estão comigo em todos os momentos.”. 

Que Deus abençoe a todos!! 

Abraços, 
Elisete e Dani. 


"Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou." Eclesiastes 3:2 - Bíblia Sagrada






quinta-feira, 21 de julho de 2011

LUTO - Geppetto se foi, mas deixou uma lição!

Amigos,

É com muito pesar que hoje trazemos a triste notícia de que o Geppetto, um de nossos afilhados, morreu.
Para quem não se recorda, o Geppetto foi encontrado pela Elisete em uma tarde quente de abril do ano passado. Ele havia sido atropelado e estava jogado no asfalto há horas, no sol, gritando de dor e aguardando que uma pessoa bondosa o enxergasse.
Muitas pessoas passaram por ele, mas ninguém foi capaz de tirá-lo do sol, lhe oferecer uma água ou fazer qualquer coisa que amenizasse um pouco seu sofrimento.
Quando foi internado na clínica veterinária, descobrimos que o Geppetto já era um senhor com idade avançada, era cego, estava com sarna, desnutrido, desidratado e, em função do atropelamento, apresentava múltiplas fraturas na bacia.
O vovô Geppetto tinha poucas chances de sobreviver, mas, mais uma vez, com a ajuda de vários amigos, pudemos oferecer a ele todo o cuidado necessário para que ele melhorasse. Ele ficou internado aproximadamente dois meses, recebendo alimentação especial, vitaminas, medicamentos e permanecendo em repouso absoluto.
Com todos esses cuidados, o Geppetto recuperou-se e, então, foi abrigado em uma casa de passagem. Logo de cara, a Aline, uma querida colaboradora, resolveu amadrinhar o Geppetto, custeando sua ração, até que chegasse o tão sonhado dia em que uma pessoa se comoveria com sua história, somaria essa comoção ao desejo de ter um amigo e, então, entraria em contato conosco para adotar o Geppetto.
Nesse dia, o Geppetto iria para a casa nova e lá receberia tudo aquilo que sonhamos para ele desde o dia do seu resgate - teria uma caminha quentinha, comidinha, carinho, teria com quem brincar, faria passeios no parque, latiria para os estranhos que rodeassem sua casa, sujaria o sofá, iria regularmente ao veterinário, ou seja, ele faria parte de uma família.
Esse era o nosso desejo, mas esse dia infelizmente nunca chegou. O Geppetto continuou na casa de passagem.
Na Nara (casa de passagem), o Geppetto foi muito bem cuidado. Fomos visitá-lo várias vezes e sempre que chegávamos, lá estava ele, faceiro, gordinho, pedindo carinho.
Devido a sua idade avançada, a Nara deu a ele alguns "direitos" que os outros peludos abrigados lá não tem: ele recebia alimentação de filhotes, porque tinha poucos dentes para mastigar, e dormia dentro de casa, ao lado da cama da Nara.
Na manhã de quarta-feira, dia 20/07, o Geppetto amanheceu morto. No dia anterior, sua rotina foi absolutamente normal, ele não apresentou qualquer sintoma ou reação que sinalizasse algum problema. Morreu de forma natural, de velhinho mesmo.
Nos sentimos conformadas por saber que, graças a Deus, conseguimos salvar o Geppetto a tempo de mostrar-lhe o respeito, o amor, o carinho, a dignidade, tudo aquilo que a vida não lhe tinha dado anteriormente. Porém, é inevitável não pensar em tudo o que o querido cachorrinho passou no decorrer de sua vida.
Inevitável é, também, ao pensar na história do Geppetto, não nos entristecermos ainda mais ao lembrar dos que continuam por aí - na rua, sofrendo maus-tratos, na chuva, no frio, no sol escandante, à procura de um buraquinho para se aquecer, à procura de um resto de lixo para comer, bebendo água nas poças d'água, agonizando até a morte, morrendo em gaiolas à espera de adoção...
São tantas as situações, mas em todas elas há uma relação em comum:
De um lado está um animalzinho à espera de alguém que o enxergue, que não somente o veja e ignore, mas que o enxergue com os olhos do amor, da solidariedade, do altruísmo. Do outro lado, estou eu, está você, estamos nós, com a oportunidade única de mudar uma triste história, conscientes de que "fazer acontecer" depende apenas de nós mesmos.
Sabemos que, como forma de retribuição, receberemos fidelidade e gratidão eternas e incondicionais que só um ser de quatro patas pode dar!
Lembramos daquela frase que diz mais ou menos assim: "Sempre haverá em algum lugar um animal abandonado me impedindo de ser totalmente feliz".
Sendo assim, o Geppetto se foi, mas deixa reforçado em nossos corações o sentimento de não permanecer insensível diante de um animal à espera de ajuda. Continuaremos, mais do que nunca, tentando fazer por cada animal necessitado que cruzar o nosso caminho algo que amenize um pouco seu sofrimento e hoje queremos te fazer um convite: Se você ainda não faz parte do nosso time, junte-se a nós!

Nosso muito obrigada à Aline, que nos ajudou financeiramente durante todo esse tempo, e à Nara, que ofereceu, dentro de suas limitações, a melhor "aposentadoria" possível que o Geppetto poderia receber.

Abraço,
Dani e Elisete


Geppetto na casa de passagem

terça-feira, 24 de maio de 2011

LUTO - Chloe

Na tarde do dia 18/5, quarta-feira, dissemos adeus a nossa pequena Chloe.

Torna-se impossível contarmos essa triste notícia a todos os amigos sem lágrimas nos olhos e com uma profunda dor no coração...

Como vocês devem lembrar, e conforme link, Chloe era uma filhota de aproximadamente 6 meses quando a encontramos abandonada, amarrada em um portão, no mês de março. Ela estava bem fraca e desnutrida. Resgatada, Chloe permaneceu internada na Clínica Mundo dos Bichos por mais ou menos 45 dias, quando então, o grande dia chegou: Chloe foi adotada! No dia de sua entrega, uma calorosa recepção a esperava e sua chegada foi motivo de grande alegria para sua família e irmãos caninos.

Dias após sua adoção, a Elça, adotante de Chloe notou alguns sintomas na peluda e, então, realizamos um terceiro hemograma em Chloe. Foi constatado que Chloe estava com cinomose. Ela possuía o maldito vírus da doença e, mas somente quando foi vacinada, o vírus manifestou-se. Quando tivemos esse diagnóstico triste, internamos a pequena Chloezinha na Clínica Zoomed, onde LUTAMOS e fizemos de tudo o que era possível para que Chloe sobrevivesse e pudesse curtir aquela família que a estava esperando de portas e corações abertos.

Infelizmente, muitas vezes, as coisas não acontecem como desejamos...

Diariamente a Elça, mãe de Chloe, a visitava na clínica, sempre dedicando um pouco de seu tempo, amor e carinho para ela.

Durante todo o período em que Chloe esteve internada, recebemos notícias diárias sobre ela, dia-a-dia essas notícias foram levando, aos pouquinhos, nossas esperanças e o sonho de vê-la saudável e feliz. Chloe foi piorando a cada dia.

Os três últimos dias que antecederam a morte da nossa amada cadelinha foram de muito sofrimento para todos nós, pois Chloe já não mais queria se alimentar, não levantava mais para fazer suas necessidades e os espasmos musculares já haviam tomado conta de todo o seu corpinho. Ela estava no soro, quase sempre sedada e as veterinárias responsáveis por ela já não tinham mais esperanças de melhoras ou de qualquer recuperação do quadro da doença.

Me faltava coragem para ir até a clínica e autorizar a eutanásia que já havia sido sugerida pelas veterinárias. Lutei e relutei muito comigo mesma, pois sabia o tamanho da dor que seria tomar essa triste mas inevitável decisão.

Fui até lá, na verdade nem sei como, pois estava e ainda estou emocionalmente muito abalada, arrasada e ainda com muita dificuldade de entender a forma com que tudo isso aconteceu.

Quando entrei na sala onde a Chloesinha estava, me deparei com ela deitadinha em um cobertor, parada, em frente a um aquecedor, pois já estava hipotérmica. Sentei ao seu lado, abracei-a muito, segurei sua cabecinha e ali conversei com ela. Sei que ela me ouvia, seus olhinhos me diziam isso. Falei que a amava e que sentia muito por tudo o que estava acontecendo. Disse que jamais pensei em viver aquele momento... Jamais pensei que pudesse chegar o dia em que eu deveria decidir por deixá-la viver ou não.

Não conseguia conter o choro e a dor que ainda sinto. Não queria acreditar que as esperanças que eu ainda cultivava em meu peito haviam sido arrancadas e as armas com que lutávamos contra a maldita doença nada mais poderiam combater. Chegava o fim da nossa luta.

Liguei para a mãe da Chloe e ela chegou em seguida. Assim, juntas, decidimos pelo fim do sofrimento de nossa tão amada cadelinha. Foi preparada a medicação para a eutanásia e depois de tudo pronto para o procedimento, a vet. Maiara me perguntou por algumas vezes se ela poderia dar início à eutanásia. Em todas as vezes o meu coração dizia que não, que eu não poderia permitir... Pedi muito a Deus que me ajudasse, que me desse força e acalmasse o meu coração, pois já não tinha mais condições para continuar vivendo aquele momento.

Disse à veterinária que poderia dar início. Me debrucei sobre a mesa, encostei minha cabeça no corpinho da Chloe, segurei em sua patinha, disse novamente que eu a amava e que todo o sofrimento passaria , que ela dormiria em paz, sem dor, sem espasmos, de forma tranqüila, para sempre. Em poucos segundos senti seu coraçãozinho parar de pulsar, seu corpinho parar de tremer, estava tudo terminado. Era o fim de tanto sofrimento!

Amigos, diante dessa situação, começamos a refletir... Enquanto nós sofremos e lutamos para salvar vidas de animais doentes e totalmente indefesos, nos deparamos com pessoas que covardemente descartam seus animais, cães ou gatos, por terem feito buracos em seus “preciosos” jardins, cocôs e xixis em lugares “errados”, por latirem de mais ou de menos, por pularem, brincarem, roerem, serem saudáveis, por respirarem. Queria eu poder ver a Chloe fazer tudo isso e muito mais, pois essa é a única razão pela qual lutamos, para que todos eles sejam amados e respeitados e não abandonados por ainda não terem aprendido aquilo que podem ou não fazer.

Não sabemos a quantas pessoas e a quem esse e-mail chegará, mas pelo amor de Deus, sejam donos responsáveis, cuidem de seus animais com amor e dedicação, com carinho e seriedade. Não passem e repassem seus animaizinhos adiante por razões fúteis e hipócritas. Tenham certeza que dessa vida nada levamos, nem os jardins, nem o sofá, nem nada daquilo que achamos que está acima da fidelidade, lealdade, do companheirismo e do amor incondicional que esses bichinhos sentem por seus “donos”. Esses pobres animais são obrigados a sofrer a dor do abandono e, diferente de nós, são seres irracionais e não entendem o porquê de terem sido descartados. Muitos desses morrem por não suportarem tamanha tristeza outros esperam anos após anos pelo "dono" que jamais voltará.

Mas o que importa, não é mesmo?! A casa, os jardins, o sofá... esses tesouros estarão preservados, continuarão acima de tudo! Acima, do bem maior, a própria vida!

Queremos agradecer de coração à mãe da Chloe,que apesar de conviver com a Chloe por poucos dias, demonstrou durante todo o tempo em que a nossa peludinha esteve internada um amor sem limites, um amor sem preconceitos, o amor verdadeiro. Sabemos que são raras as pessoas abençoadas com esse amor, e que acima de todas as coisas, estão comprometidas com a vidinha que se dispuseram a assumir, zelar e cuidar.

Muito obrigada também àqueles amigos que nos ajudaram com os custos do tratamento da Chloezinha, aos que repassaram nosso apelo e nos enviaram mensagens de força e esperança.

Deus está no controle de tudo. Ele determinou que assim fosse, nos resta aceitar e agradecer a ele por estar ao nosso lado em todos os momentos.

Segue abaixo a prestação de contas das despesas da Chloe na Zoomed.

Abraços.

Elisete e Dani.

Despesas:

Consulta Baixo Custo: 25,00

3 Patês Three Dogs: 13,50

Vitamina B12: 3,00

Diazepan: 9,00

Seringa: 9,00

Fluídoterapia: 45,00

Polijet: 13,50

Equipo: 6,00

Cateter: 15,00

Solução Fisiológica (2 litros + 250ml):38,50

Glicose 50%: 1,50

Biofrutose: 6,00

Eutanásia: 100,00

Remossão (Brazcão): 50,00

Diária Isolamento Baixo Custo: 12 dias X 15,00 = 180,00

Total despesas: R$ 515,00

Ajudas recebidas:

Marlene Stanley – R$ 25,00

Adriana M. = R$ 30,00

Victor Hugo V. – R$ 50,00

Sabrina da S. Nunes = R$ 20,00

Léia Schacher – R$ 150,00

Anônimo – R$ 150,00

Total ajudas: R$ 425,00


Débito: R$ 90,00

sábado, 26 de fevereiro de 2011

LUTO - ATHOS

Amigos,

É com muita tristeza no coração que contamos a todos vocês que o nosso amigo Athos morreu hoje pela manhã, dia 25/2. Para nós, essa amarga notícia foi recebida com muita "surpresa", pois diariamente éramos informadas sobre sua recuperação. Athos estava se alimentando bem, levantava-se e mostrava aparente melhora e cicatrização dos ferimentos a cada dia que se passava.

Sabemos que o estado de desnutrição e anemia profunda de Athos era bem sério, mas assim como o vet. Pedro, tínhamos todas as esperanças de uma grande vitória de Athos contra a morte e contra toda dor e crueldade pelas quais ele passou.

Dizer que proporcionamos ao Athos um final de vida digno e humano, nesse momento, torna-se tão pouco e quase insignificante, quando o que mais desejávamos e sonhávamos era oferecer a ele uma família amorosa e digna de sua companhia. Um cão dócil, querido e acima de todos os adjetivos, Athos foi um grande lutador.

Lutou até hoje para continuar a viver, mas sabemos que tudo nessa vida é determinado por Deus, e quero eu poder aceitar que esse foi o desejo dEle.

Quero dizer que continuamos sem palavras para agradecer a todos vocês, amigos fiéis, por todas as ajudas recebidas em prol do Athos. Recebemos centenas de e-mails de pessoas preocupadas com a saúde dele, preocupadas com a sua recuperação, sempre dispostas a ajudá-lo de alguma forma .

Haviam também algumas pessoas interessadas em adotá-lo e tê-lo como um grande e fiel amigo para toda a vida.

Nos sentimos frustradas em relação a tantos sonhos interrompidos em tão pouco tempo. Somos sem dúvida alguma, totalmente impotentes diante da dor da perda. Infelizmente essa é a nossa realidade, a realidade de todos que de uma maneira inexplicável uniram-se a nós com um único objetivo: tentar apagar, desesperadamente, de alguma maneira, o grande sofrimento passado pelo Athos no final de sua trajetória de vida.


Entre tantas mensagens com ofertas de ajuda, tivemos algumas raras exceções nos questionando o destino dos valores recebidos em caso da possibilidade da morte de Athos. Queremos dizer a eles, que em nenhum momento tínhamos a repulsiva pretensão de dar outro destino a esse valor arrecadado a não ser aquele que desde o início foi o nosso objetivo, SALVAR O ATHOS.

Ele partiu deixando para muitos mais um grande aprendizado, o de jamais ficarem indiferentes a um clamor por socorro, através de um simples olhar com o coração, tem-se a chance única de mudar um destino, uma história.

A história desse lutador chamado Athos teve o seu fim, resta-nos deixar que a ternura do seu olhar fale mais alto que a morte.

Continuaremos prestando contas sobre o destino dos valores arrecadados para o Athos.

Estaremos quitando os débitos com a clínica veterinária e, se vocês concordarem, o valor restante estaremos utilizando para ajudar outros animais que de igual forma aguardam desesperadamente por um socorro.

De qualquer forma, queremos dizer aos amigos que contribuíram com esse caso que, por favor, sintam-se a vontade para solicitarem a devolução de parte do valor doado através dos nossos e-mails.

Segue abaixo a prestação de contas de toda a ajuda recebida, caso tenhamos esquecido de alguém, por favor, nos perdoem e nos avisem.


Muito obrigado por todas as palavras de conforto e ânimo.


Deus continue abençoando a cada um de vocês, sempre!


Abraços,

Elisete e Dani.


ENTRADAS:

Lissandra Vieira: R$ 30,00

Aline Ryff: R$ 46,20

Cátia Justino: R$ 50,00

Marilei e Rafael: R$ 25,00

Sílvia Chicon: R$ 100,00

Márcia Araújo: R$ 50,00

Carla Favretto: R$ 30,00

Iara Ferreira: R$ 30,00

Sabrina Nunes: R$ 35,00

Iula Roberta: R$ 20,00

Cláudia Hoberrek: R$ 120,00

Selena da Rosa: R$ 20,00

Cristina Hentschke: R$ 30,00

Tailene: R$ 10,00

Darlou Oliveira: R$ 15,00

Júlia Soares: R$ 20,00

Vanessa Tavares: R$ 50,00

Luciana Dettmann: R$ 30,00

Mariana Becker: R$ 50,00

Fernanda Kurtz: R$ 60,00

Renata Serdeira: R$ 70,00

Nicolle Pesoa: R$ 62,00

Dilvani de Oliveira: R$ 100,00

Rejane Chami: R$ 20,00

Agueda Ubal: R$ 100,00

Camila Costa: R$ 20,00

Maria Isabel: R$ 250,00

Camila Bandeira: R$ 50,00

Gisele Schorr: R$ 40,00

Sandra Merlini: R$ 20,00

Vera da Rosa: R$ 50,00

Ana C. Paludo: R$ 15,00

Roberto de Castro: R$ 70,00

Simone Amato: R$ 80,00

Liliane Borges: R$ 70,00

Joslei Silveira: R$ 15,00

Patrícia Pedruzzi: R$ 25,00

Gustavo Mossini: R$ 50,00

Luciana Lagoas: R$ 10,00

Elisabete Pascoal: R$ 100,00

Fabiana Lema: R$ 50,00

Juliana Borges: R$ 50,00

Bruna Ribeiro: R$ 30,00

Vera Medeiros: R$ 200,00

Ana Ofrede: R$ 20,00

Darcy Francisco: R$ 100,00

TOTAL ENTRADAS: R$ 2488,20


DESPESAS COM O ATHOS:

Consulta - R$ 25,00
Hospedagem (18/02-25/02) - R$ 56,00
Curativos (18/02-25/02) - R$ 70,00
Banhos - R$ 70,00
Farmácia (melox/caps/cefal/metron/bactrov/hemol/glicop/vermif/revolut) - R$ 272,00
Curetagem+limpeza ferida - R$ 150,00
ração lata - R$ 31,00
med injet - R$ 40,00
cremação - R$ 65,00
TOTAL ATÉ 25/02: R$ 779,00

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Boxer sendo comido vivo por bicheiras


Amigos,

Na sexta-feira, dia 18/2, às 8h da manhã, recebi uma ligação de uma senhora, que mora próximo ao bairro de onde moramos. Ela me disse que havia um cão cheio de bicheiras na rua dela. Ela não sabia o que tinha acontecido com ele, estava com muita “pena”, ou melhor, ela estava desesperada ao telefone, chorava constantemente, me dizia que era caso de eutanásia...

Ela não precisou me dizer: eu já sabia que ela não teria condições alguma de nos ajudar com as despesas... De qualquer forma, me sinto agradecida por ela ter me ligado e ter aberto o seu portão para que ele entrasse. Nascia naquele momento uma nova esperança de vida para o Athos (esse é o nome que dei a ele)...

Não consegui ficar indiferente após aquela ligação. Sabia que se eu não fizesse nada, o animal permaneceria na rua, sem atendimento e acabaria morrendo, de forma lenta e dolorosa.

Nessas horas, não há muito o que pensar... Decidi levá-lo para uma clínica veterinária.

Mesmo sem saber a real situação do cachorro, liguei para a Ana Emília, que me encontrou no local onde o cão estava para o levarmos para a clínica.

Quando cheguei até o local, fiquei simplesmente apavorada. Não sei que expressões usar para descrever o que vi, mas as fotos estão abaixo e exprimem exatamente a triste e cruel cena que com palavras não consigo lhes contar.

Encontrei um boxer sendo comido vivo por bichos. Sua orelha estava pendurada por uma pequena pele, e na sua cabeça, havia centenas, milhares de bichos. Ele estava com um cheiro insuportável e ardendo em febre, tinha um olhar profundamente triste, e parecia já estar conformado com aquela desgraça. Quando oferecemos água para ele, ele tomou três baldinhos cheios, tamanho o calor que sentia por causa da febre.

Não sei o que aconteceu com ele para ter ficado neste estado, mas com certeza, ele estava assim há mais de 10 dias e tenho certeza que muitas pessoas o viram. Algumas pessoas devem ter ficado com nojo, outras com “pena”. Mas ninguém foi capaz de pensar na imensa dor que aquele pobre animal estava sentindo. E mesmo estando eu acostumada a vivenciar o descaso que existe em relação aos animais, foi difícil manter a calma e quase impossível controlar as lágrimas diante daquela cena de horror.

Apesar de tanta dor e sofrimento, Athos permaneceu muito dócil durante o tempo todo. Parecia que ele sabia que estava sendo socorrido, que finalmente alguém havia olhado para ele com os olhos do coração.

Quando eu conversava com ele para que fosse colocado o mata-bicheiras, ele abanava o seu pequeno rabinho. Parecia estar anestesiado enquanto os bichos "ferviam" em sua cabeça. No lado direito do seu pescoço, ele tem uma enorme "bola", esse inchaço com certeza é um grande quadro de infecção...

Athos foi levado para a Clínica Mundo dos Bichos, onde continuará internado.

Hoje, segunda-feira, dia 21/2, Athos passou por uma cirurgia para a retirada da parte que restava de sua orelha e também a parte necrosada dos dois lados de sua cabeça, inclusive aquela parte inchada, que estava infeccionada.

Ele permanecerá internado recebendo ração especial, pois estava desnutrido e muito fraco. Será medicado e fará curativos diários até sua total recuperação.

Apesar das dívidas em casas de passagem e clínicas veterinárias, é muito difícil “descansar” sabendo que viramos as costas para um animal, como o Athos, que estava desesperado por socorro.

E quando lembramos de todos os resgates com finais felizes que já tivemos, de todos os animais que já encaminhamos para vidas dignas em novos lares, ganhamos força para continuar...

Para aqueles amigos que ainda podem colaborar de alguma forma, estamos disponibilizando as seguintes contas para depósitos para o Athos:


CPF: 02744377082

CPF: 02744377082

Toda ajuda sempre é muito bem-vinda e qualquer depósito deve ser informado através dos e-mails danipereirapedroso@yahoo.com.br, elisetebrettin@yahoo.com.br e viladospeludos@yahoo.com.br.

Também precisamos de ajuda para divulgarmos mais esse caso. Depois de recuperado, precisaremos encontrar um dono bem especial para Athos.

Se alguém quiser conhecê-lo, por favor, entre em contato conosco.

Obrigada a todos.

Abraço,

Elisete e Dani